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sábado, 18 de julho de 2009

"Ars totum requirit hominem"!



"Ars totum requirit hominem"!
(A Arte requer o homem inteiro!)

De corpo e alma (Anima) em tudo que fizermos na vida, esta é a Lei para quem quer ser feliz!Pois, se fizermos dividindo corremos o risco de perdemos a integralidade das coisas. A alma humana é uma projeção da alma divina que habita em nós.
Como disse Jung:"Todo arquétipo é capaz de uma diferenciação e de um desenvolvimento infinitos. Daí o fato de poder ser mais ou menos desenvolvido. Numa forma exterior a religião, em que toda ênfase repousa na figura externa (projeção mais ou menos completa), o arquétipo é idêntico às representações externas, mas pertence inconscientemente enquanto fator "anímico"(da própria alma), ou seja, quando um conteúdo inconsciente é quase totalmente substituído por uma imagem projetada, isso demonstra a eliminação da participação consciente. O homem para criar e vivenciar algo, deve estar mais próximo do que vem da alma (divino interior) e envolvido de corpo e alma, exteriorizará, também, a vontade divina.
Nós, seres humanos, não valorizamos nossas próprias almas como chamas divinas, que segundo Tertuliano, a alma é naturalmente Cristã (" Anima naturaliter christiana"). Para Jung, a alma é dotada de uma "naturaliter religiosa", isto é, dotada de uma função religiosa. E, ainda acrescenta, que " seria muito importante ensinar ao homem a arte de enxergar".
Como o homem considera o que vem de seu inconsciente como sonho ou fantasias, é incapaz de relacionar imagens sagradas e sua própria alma, não consegue se ver como um ser integral e sim particionado. Por este motivo, também, separa energia de matéria, e outros milhões de elementos que deveriam ser combinados mas que são particionados.
Bem, para que serve a Alquimia interior?Para unir estes elementos que o homem vem separando desde o início de sua História. Somos como uma pedra bruta que vai sendo lapidada pelo aprendizado do tempo, onde o artesão é o próprio Eu mascarado de escultor. Busque a pessoa integral para reproduzir em sua vida o quadro que Deus pintou para você viver aquí na Terra, e seja feliz!!!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Aonde está nossa Energia Vital?

LIBIDO (segundo C.G.Jung)







Não é fácil entender este conceito, Libido, e pode até ser confundido. No livro da Coleção de Jung, intitulado A Energia Psíquica (Vol. VIII/1, Ed. Vozes,1971), Jung chama-nos a atenção para separarmos as avaliações sobre energia de dois pontos: mecanicista e energético.
Ele
Jung, concorda com o ponto de vista de Von Grot que foi um dos primeiros a sustentar a teoria energética da psique, quando afirmou:"O conceito de energia psíquica é tão legítimo em ciências quanto o de energia física(processos fisiológicos), e a energia psíquica tem também suas medidas quantitativas e formas diferentes, como a energia física". Se naquela época eles tivessem a Física Quântica com certeza estas considerações seriam mais abrangentes e significativas, não é mesmo.
Jung não desconsidera a energia vital sob o ponto de vista da Bioenergética, mas considerava este campo empiricamente difícil de ser estudado.Mas, na atualidade, os equipamentos de precisão estão voltados para captação eletro-magnéticas de partículas, quando naquela época eram inixistentes. Lógico que os avanços em novas tecnologias possibilita uma análise diferenciada nas questões consideradas na época do campo do metafísico. Ainda veremos muitas questões que eram consideradas do campo do sobrenatural, no passado, serem desvendadas pela tecnologia.Mas isso não desqualifica ou coloca em uma situação de menos-valia, as questões ligadas aos campo do metafísico como a Bioenergética, parte será mensurável e aceita pela visão mecanicista da Ciência, e parte será refutada por eles e aceita por uma vertente que tem um olhar intuitivo(espiritual) da vida.
A quantidade de afeto (tonicidade afetiva) envolvida na quantidade de valor (acentuação) atribuida a experiência vivida é que possibilita uma análise do núcleo dos
Complexos. Diante disto podemos análisar o campo da energia psíquica (Libido) e seu núcleo pela afetividade inerente a Persona do indivíduo. Ou seja, pela dinâmica do afeto sabemos a respeito da Energia Psíquica envolvida nos processos de Individuação (entenda por crescimento pessoal).Mas esta análise subjetiva da Energia Psíquica(Libido) só é possível para fenômenos conscientes, mas para os fenômenos inconscientes (como os sonhos, traumas, etc) torna-se impossível em função dos mecanismos de defesa que mascaram a carga afetiva impedindo a visão do núcleo do Complexo.
Enfim, para enfrentarmos nossos
Complexos necessitamos conhecer nossa Energia Psíquica (Libido), que abrange o foco e o fluxo de nossa afetividade, ou seja em poucas palavras "Conhece-te a ti mesmo" o equilíbrio da Razão e Emoção.
(ELWR - 01/07/2009 - BH/MG)